TRAIDORES ON LINE
Dra. Rosana Braga
Homens e mulheres usam sites especializados para engatar casos com desconhecidos, sem deixar marcas de batom no colarinho.
Não foi uma atração incontrolável nem fruto de uma bebedeira. Não foi com um colega de trabalho nem com um velho amigo. Diferente dos clichês de infidelidade, Ana planejou trair seu marido mesmo antes de conhecer um amante. O objetivo era sair da rotina e sentir novamente o frio na barriga que o casamento de sete anos não provocava mais. Em vez de paquerar em um bar ou balada, ela buscou a coragem que precisava na internet. E sem revelar a identidade ou o rosto, fez um perfil em um site voltado para infidelidade, onde dizia: “sou romântica”.
Mesmo sem mencionar sexo entre suas intenções, Ana, que tem 37 anos, foi rapidamente acionada por um pretendente. Algumas mensagens e um jantar separavam o mundo virtual de um caso real com um homem nove anos mais velho que ela e também casado. “Nunca tinha traído, tenho muita preocupação com minha imagem”, conta. Eles se encontram pelo menos uma vez a cada 15 dias e moram em cidades diferentes, a 100km de distância. Para manter a proximidade e eliminar rastros, conversam diariamente pela internet e pelo site: sem salvar históricos nem usar sobrenomes. “Ele tem o mesmo receio que eu quanto ao casamento, me sinto mais protegida assim”, explica.
A busca de amantes ou casos pela internet não é uma ideia nova, mas está ganhando formas mais elaboradas. Como Ana, internautas casados estão descobrindo sites específicos para traição, que reúnem pessoas comprometidas em busca de uma relação paralela, seja uma conversa virtual ou um encontro presencial. Assim funcionam o Second Love, o The Ohhtel e o Ashley Madison. Recém-chegados ao Brasil, eles já anunciam números altos de usuários e apostam no perfil do brasileiro para o serviço, principalmente nas grandes cidades. “O Brasil é o país mais infiel da América Latina. Só em São Paulo tivemos o lançamento de maior sucesso em capitais, comparando inclusive a Londres e Nova York, com mais de 53 mil visitas nos primeiros dez dias”, avalia a diretora do Ashley Madison Brasil, Jas Kaur. O concorrente, The Ohhtel, diz já ter 260 mil usuários desde que foi lançado, em julho, sendo 67 mil deles de São Paulo. Apesar de o número de cadastrados não refletir necessariamente potenciais traidores – muitos são apenas curiosos –, ainda assim o volume é expressivo para o período.
A busca de amantes ou casos pela internet não é uma ideia nova, mas está ganhando formas mais elaboradas. Como Ana, internautas casados estão descobrindo sites específicos para traição, que reúnem pessoas comprometidas em busca de uma relação paralela, seja uma conversa virtual ou um encontro presencial. Assim funcionam o Second Love, o The Ohhtel e o Ashley Madison. Recém-chegados ao Brasil, eles já anunciam números altos de usuários e apostam no perfil do brasileiro para o serviço, principalmente nas grandes cidades. “O Brasil é o país mais infiel da América Latina. Só em São Paulo tivemos o lançamento de maior sucesso em capitais, comparando inclusive a Londres e Nova York, com mais de 53 mil visitas nos primeiros dez dias”, avalia a diretora do Ashley Madison Brasil, Jas Kaur. O concorrente, The Ohhtel, diz já ter 260 mil usuários desde que foi lançado, em julho, sendo 67 mil deles de São Paulo. Apesar de o número de cadastrados não refletir necessariamente potenciais traidores – muitos são apenas curiosos –, ainda assim o volume é expressivo para o período.
Você acha que existe traição virtual?
Conceitos são ótimos quando estão a serviço de esclarecer uma situação ou dúvida em particular. Entretanto, nem sempre eles dão conta deste esclarecimento. Muitas vezes, devido à complexidade humana, tanto de sentimentos quanto de valores, os conceitos podem ganhar interpretações absolutamente particulares e, daí, servirem mais para confundir e atrapalhar os envolvidos em determinada questão.
Penso que um exemplo perfeito para ilustrar o que estou falando seja a palavra ou o conceito que temos de “traição”. Segundo o dicionário, o significado do termo é bastante amplo, mas no que tange aos relacionamentos – que é o nosso contexto – encontrei que significa “deslealdade” e “infidelidade no amor”. A mim parece bem pouco esclarecedor.
O que eu entendo por deslealdade e infidelidade no amor é, certamente, (muito ou pouco, não importa) diferente do que entende a maioria das quase sete bilhões de pessoas do planeta. Sim, porque embora pareçam termos óbvios, não são! Por exemplo, uma pessoa pode achar que ter fantasias sexuais com outra não é traição, mas você pode achar que é. Você pode acreditar que manter um perfil virtual ativo mesmo já estando namorando é traição, e outra pessoa pode achar que não. São nuances do mesmo termo, entende?
Pois muito bem, vamos à questão: Existe traição virtual? E o que seria isso: Manter relações afetivas pela internet ou por telefone? Fazer sexo por meio de câmeras e chats? Amizades com muita intimidade também pode se encaixar neste conceito? Posso imaginar as mais diversas e até complementares respostas.
Ou seja, definitivamente, a melhor resposta é a sua, porque revela parte de quem você é, do que pensa, sente e faz. E é isso o que importa na sua história! Se você considera que é traição, então é traição, pelo menos para você. Até aí, um direito indiscutível seu! No entanto, o problema começa quando a pessoa que está com você tem uma opinião diferente!
Neste caso, penso que a despeito dos conceitos e seus significados, a situação pede uma conversa. Quando duas pessoas compartilham vidas, corpos e até um teto, as diferenças precisam ser diminuídas tanto quanto possível, à medida que um respeita a opinião do outro e ambos se mantêm dispostos a um consenso em nome da felicidade que desejam imprimir em sua história!
A melhor maneira de descobrir se quem é a favor de relações virtuais mesmo mantendo outra real é questionar se ela não se importaria caso seu par real fizesse o mesmo. Aliás, nenhuma prática é mais eficaz do que se colocar no lugar do outro, tentar avaliar o que ele está sentindo e como você se sentiria na mesma situação.
A impressão que tenho, infelizmente, é que quanto mais uma pessoa dá a si mesma o direito de ter atitudes duvidosas e que abrem brechas para desentendimentos, mais ela também encontra maneiras de diminuir o outro. E daí é incoerência demais para dar certo!
Resumindo, se você está se sentindo traído por uma relação virtual mantida paralelamente por quem você ama, assuma seus sentimentos e seja sincero. Fale o que pensa e respeite seus limites. Tanto quanto possível, não transforme sua mágoa em raiva, senão restarão apenas acusações que não levam a nada. Quanto mais íntegro e honesto consigo mesmo você for, mais conseguirá se dar conta do que quer, com quem quer e como quer!
Penso que um exemplo perfeito para ilustrar o que estou falando seja a palavra ou o conceito que temos de “traição”. Segundo o dicionário, o significado do termo é bastante amplo, mas no que tange aos relacionamentos – que é o nosso contexto – encontrei que significa “deslealdade” e “infidelidade no amor”. A mim parece bem pouco esclarecedor.
O que eu entendo por deslealdade e infidelidade no amor é, certamente, (muito ou pouco, não importa) diferente do que entende a maioria das quase sete bilhões de pessoas do planeta. Sim, porque embora pareçam termos óbvios, não são! Por exemplo, uma pessoa pode achar que ter fantasias sexuais com outra não é traição, mas você pode achar que é. Você pode acreditar que manter um perfil virtual ativo mesmo já estando namorando é traição, e outra pessoa pode achar que não. São nuances do mesmo termo, entende?
Pois muito bem, vamos à questão: Existe traição virtual? E o que seria isso: Manter relações afetivas pela internet ou por telefone? Fazer sexo por meio de câmeras e chats? Amizades com muita intimidade também pode se encaixar neste conceito? Posso imaginar as mais diversas e até complementares respostas.
Ou seja, definitivamente, a melhor resposta é a sua, porque revela parte de quem você é, do que pensa, sente e faz. E é isso o que importa na sua história! Se você considera que é traição, então é traição, pelo menos para você. Até aí, um direito indiscutível seu! No entanto, o problema começa quando a pessoa que está com você tem uma opinião diferente!
Neste caso, penso que a despeito dos conceitos e seus significados, a situação pede uma conversa. Quando duas pessoas compartilham vidas, corpos e até um teto, as diferenças precisam ser diminuídas tanto quanto possível, à medida que um respeita a opinião do outro e ambos se mantêm dispostos a um consenso em nome da felicidade que desejam imprimir em sua história!
A melhor maneira de descobrir se quem é a favor de relações virtuais mesmo mantendo outra real é questionar se ela não se importaria caso seu par real fizesse o mesmo. Aliás, nenhuma prática é mais eficaz do que se colocar no lugar do outro, tentar avaliar o que ele está sentindo e como você se sentiria na mesma situação.
A impressão que tenho, infelizmente, é que quanto mais uma pessoa dá a si mesma o direito de ter atitudes duvidosas e que abrem brechas para desentendimentos, mais ela também encontra maneiras de diminuir o outro. E daí é incoerência demais para dar certo!
Resumindo, se você está se sentindo traído por uma relação virtual mantida paralelamente por quem você ama, assuma seus sentimentos e seja sincero. Fale o que pensa e respeite seus limites. Tanto quanto possível, não transforme sua mágoa em raiva, senão restarão apenas acusações que não levam a nada. Quanto mais íntegro e honesto consigo mesmo você for, mais conseguirá se dar conta do que quer, com quem quer e como quer!

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