segunda-feira, 10 de junho de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - COMO AS CRENÇAS PESSOAIS AFETAM NOSSAS VIDAS



COMO AS CRENÇAS PODEM AFETAR NOSSAS VIDAS

Por Iara de Oliveira Rocha

Quando tinha 15 anos entrei para o Colegial técnico em secretariado, na minha classe
haviam apenas mulheres umas cinquenta aproximadamente, estou falando dos anos 70.
Sempre fui ligada a assuntos espirituais e psicológicos, já que tive o "dharma" de ter 
nascido numa família muito eclética e miscigenada. Minha avó paterna havia imigrado
de Portugal já espírita, consequentemente meu pai era espírita, e minha avó materna
era católica de tudo e meu avô materno era índio. Com esta sorte minha família 
 incentivava a pensar por conta própria e sempre me deram acesso a cultura.
Então como boa aquariana que sou, com a lua em gêmeos para piorar pensar é 
quase um esporte, desde de menininha. Então sempre tive o costume de analisar tudo.
Voltando ao curso de secretariado, entre as alunas haviam duas que sempre me 
chamaram a atenção.
Uma era loira natural, atarracada, cabelo medonho, feia, infeliz, chateada, de mal com
a vida. Parecia uma hiena de desenho animado, "Óh vida, Óh sorte, Óh azar!
A outra era morena, linda, chique, bem vestida, feliz, bem empregada.
A muleta da loira para a vida era que tinha sido adotada, por isso ela era infeliz. Ela 
até não era feia mais caprichava em ficar horrorosa; escolhia a pior armação de 
óculos, as piores roupas, deixava o cabelo sem corte e ensebado era o cão chupando
manga; e como ainda era chata o povo corria dela.
Um belo dia havia faltado o professor da primeira aula, e estávamos conversando 
animadamente quando chega a loira depressiva, e começa com aquela lenga-lenga de
novo porque era assim todo dia.
A maravilhosa da morena que estava deslumbrante porque já era secretária bilíngue;
não aguentando mais o lenga-lenga disse assim: " Para menina chata você devia dar 
graças a Deus por ter sido adotada." A chata respondeu: "Você diz isto porque não
é." Para nossa surpresa a maravilhosa disse: "Sou sim morava num orfanato até os 7 
anos, não fui adotada bebe".E se virando para nós que éramos filhas de sangue fez
uma pesquisa sobre quantas das nossas mães queriam ter tido os filhos, e a resposta
foi nenhuma das nossas mães queriam filhos quando engravidaram. Óbvio que nos
amavam, porém éramos  todas fruto de uma gestação inesperada. Então a maravilhosa
concluiu: " Tá vendo ao contrário delas que as mães nem queriam os filhos, as nossas
saíram de suas casas foram nos procurar, nos encontraram e nos deram condições 
e amor. Porque a adoção é o maior gesto de amor de um ser humano."
Fiquei extasiada com o conceito de que o mesmo fato para duas significavam coisas
completamente diferentes.
Para uma era motivo e impulsor da beleza, felicidade e sucesso.
Para a outra era depressor motivo para infelicidade, feiura e maus resultados.
Levei muito tempo para entender o que eram os filtros pessoais que distorcem
os acontecimentos para melhor ou pior. Estes filtros ou crenças são determinantes 
para o resultado da pessoas. Pensem, caso não estejam tendo resultados satisfatórios,
em  que acredito que está puxando este tipo de experiências na minha vida.
Caso ache muito difícil, procure a ajuda de um terapeuta. Já sei vai dizer que é muito
caro. E eu digo meus amores não tem desculpa as faculdades mantêm centros de 
atendimentos para os estudantes chefiados pelos professore.
Se melhorem, se cuidem e evoluam.
Beijão
Iara de Oliveira Rocha.




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