segunda-feira, 3 de junho de 2013
FERRAMENTAS PSICOLÓGICAS
CAIXA DE FERRAMENTAS PSICOLÓGICAS PARA A VIDA
MIGUEL LUCAS
Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada.
É também preparador mental de atletas e equipas desportivas,
treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.
É autor da Escola Psicologia.
A vida tem tantos caminhos quanto pessoas existem no mundo.
A maravilha da existência humana pode ser encontrada no mais simples ato
do ser humano, no entanto eu considero que o fato de cada um de nós sermos
únicos é a mais maravilhosa maravilha de todas. No entanto, é evidente que em
muito somos semelhantes. Viemos ao mundo sem um livro de instruções.
Ao longo da nossa caminhada pelas vicissitudes da vida iremos nos deparando com dificuldades,
vamos traçando objetivos, somos alvo de imposições, impomos a nossa vontade, somos competitivos, fracassamos, desiludimo-nos, iludimo-nos, conquistamos sonhos, entre muitas outras coisas.
Representamos imensos papéis e percebemos que necessitamos de imensas aprendizagens,
habilidades e competências para equilibradamente construirmos e percorrermos o labirinto da vida. Inevitavelmente, por vezes perdemos o rumo, perdemos a noção do caminho para a saída,
confundimo-nos nos caminhos ilusórios e corremos o risco de percorrermos vezes sem
conta os mesmos percursos que tantos problemas nos causam.
FERRAMENTAS PSICOLÓGICAS PROMOVEM A ADAPTAÇÃO À VIDA
A vida mudou drasticamente na última década, a velocidade a que a mudança
se impõe causa-nos dificuldades de adaptação. Foi através da adaptação que conseguimos
chegar aos dias de hoje. Uma adaptação que foi emergindo lentamente. A adaptação à vida
deixou de ser lenta, o nosso organismo e estruturas mentais na grande maioria das vezes
não conseguem responder de forma eficaz e adequada às necessidades que temos.
Emergem problemas psicológicos que se cruzam com problemas físicos e que inevitavelmente
promovem os problemas pessoais. Os problemas pessoais confundem-se com os problemas
psicológicos e físicos, um diagnóstico e possível tratamento torna-se difícil de realizar.
Acredito que o caminho para uma mais fácil adaptação e adequação à vida atual,
gira em torno da flexibilidade de pensamento e entendimento acerca do funcionamento
do nosso organismo. É, ainda importante perceber que existem em nós ”velhas”
formas de pensamento, instituídas e transmitidas através do senso comum,
(muito provavelmente algumas delas completamente desadequadas à realidade)
que promovem a construção de uma estrutura mental rígida e inadequada para lidar
com o ritmo frenético e desmedido da mudança oriunda da imensidão de estímulos
com que nos deparamos diariamente.
No sentido de ter à sua disposição algumas ferramentas psicológicas úteis para lidar
com as novas situações emergentes, num mundo que gira a uma velocidade elevada e
que dificulta a tranquilidade e assertividade necessárias para decisões que nos sirvam,
apresento uma compilação de conceitos que têm por função facilitar a adequação à vida.
Aproveite, usufrua e implemente na sua mente formas mais assertivas para lidar
com as vicissitudes da vida.
O HUMOR É AMIGO E O TEMPERAMENTO TEMPESTIVO O PIOR INIMIGO
O sentido de humor permite sermos flexíveis e conseguirmos perspetivar as
coisas com algum distanciamento e suavidade. A capacidade para relativizar
a seriedade de alguns assuntos, coloca-nos num estado de aceitação que a frieza
temperamental nos retira. A reatividade excessiva tolda-nos o raciocínio, estreita-nos
o pensamento e aumenta-nos a irritabilidade, arrastando-nos para uma rigidez prejudicial
à tomada de decisões que nos sirvam.
SE NÃO PODE MUDAR UM EVENTO, PODE MUDAR A SUA ATITUDE FACE A ELE
Os eventos passados inevitavelmente não podem ser mudados, por muito que
gostássemos que pudessem acontecer de um outra forma ou que desaparecessem
da nossa memória, isso é impossível. O que pode ser alvo de intervenção e/ou de
ação é a atitude face ao evento. Podemos reavaliá-lo, reinterpretá-lo e atribuir-lhe
outro significado.
SEJA AUTO-DIRIGIDO, E NÃO REATIVO (Dirigido por sensações)
Agir em consciência e de acordo com os valores que nos orientam na vida é
sempre importante para mais tarde não nos arrependermos. Quem não teve já
determinadas reações desajustadas, que nos causaram transtorno, mal-estar
acabando por nos prejudicar? Saber gerir as emoções e conseguir que estas estejam a
linhadas com aquilo que sabemos ser assertivo é uma mais valia para sermos bem sucedidos.
Quando reagimos, e somos impulsivos podemos ser levados a ter ações que não nos servem. A nossa capacidade de agirmos em consciência reside no intervalo entre o estímulo e a resposta.
Nesse espaço de tempo reside a capacidade de nos auto-dirigirmos em consciência e
cientes das consequências das nossas ações.
OS SINTOMAS FÍSICOS PODEM SER ANGUSTIANTES, MAS NÃO SÃO PERIGOSOS
O nosso corpo está “programado” para sentir um conjunto de sensações, agradáveis e
desagradáveis, estas últimas são interpretadas como negativas e angustiantes,
causam-nos mal-estar, contribuem para a diminuição do nosso humor e colocam-nos
por vezes em estado de alerta. Quando começamos a interpretar de forma recorrente
e depreciativa as sensações negativas que o nosso corpo emite, podemos igualmente passar
a interpretá-las com medo, gerando sentimentos negativos. É importante que perceba que os
sentimentos negativos pertencem-lhe, mas não são você, fazem-se sentir, mas não são a
sua personalidade. Você é aquele que sente, como tal, cada vez que teme sentir aquilo
para o qual está “programado” para sentir, começa a desenvolver um conjunto de
pensamentos depreciativos acerca dessas sensações negativas, e caso se tenha
fundido a essas sensações é possível que comecem a emergir apreciações depreciativas
acerca de si mesmo.
Quando começa a temer as sua sensações físicas, a interpretá-las com medo e a
mascará-las como sendo um problema inerente a si mesmo, o seu problema teve inicio.
Julga ser diferente das outras pessoas, que tem um problemas de atitude ou que algo na
sua forma de ser está errado, com isso em mente, começa a ficar vulnerável aos transtornos
da ansiedade, como as fobias específicas, a fobia social, ataques de pânico, transtorno
obsessivo-compulsivo, medo de falar em público, entre outros. Aceitar e compreender
que inevitavelmente temos de sentir determinadas sensações desagradáveis emitidas
pela capacidade que o nosso corpo tem para gerá-las, não tem necessariamente que ser
interpretado como algo perigoso, que nos possa fazer mal, ou que algo de errado se passa conosco.
É apenas um sistema de alerta que nos informa que algo na nossa vida necessita de uma
atenção mais cuidada. É um sinal emitido a nosso favor que nos impele à ação para a solução
daquilo que nos gera incômodo.
O CONFORTO É UM DESEJO, NÃO UMA NECESSIDADE
A humanidade caminha a passos largos para a obtenção de conforto nas
nossas vidas. Mas como tudo na vida, o conforto também se torna um hábito,
e enquanto hábito torna-se num desejo. Um hábito que se tornou desejo,
ou um desejo que se tornou um hábito, conduz-nos inevitavelmente para uma
situação de vulnerabilidade. Confundimos algo que é bom, que nos facilita a vida
como uma necessidade constante. Puro engano, algo que nos é agradável e nos facilita
a vida, não é necessariamente uma necessidade.
Dica: Por vezes opte pelo desconforto para obter conforto.
Em determinadas situações de vida, é adequado, ajustado e funcional fazermos coisas
que nos custam, que são difíceis que nos causam alguma dor e mal-estar. Não torne algo
que deseja numa necessidade, pois passa a depender demasiado do conforto, e para nos
desenvolvermos, progredirmos e crescermos inevitavelmente o desconforto cruzar-se-á
no nosso caminho.
NÃO EXISTE CERTO OU ERRADO, MAS SIM RESULTADOS
Não quero transmitir a ideia que não possamos ter uma noção daquilo que é certo
ou errado para nós. No entanto, convém dentro do que nos é possível levar em consideração
o contexto e a relativização dos assuntos ou situação entre mãos. No que se refere à execução
ou persecução dos nossos objetivos, na grande maioria das vezes temos tendência para
classificar algumas coisas como certo ou errado, como boas ou más. O que nos faz remeter
para juízos acerca dos nossos comportamentos, capacidade e habilidades, sendo que quando
não obtemos o que queremos ou falhamos, podemos ter tendência para nos depreciarmos,
para virar as coisas para nós mesmos. Esta personalização dos acontecimentos ou da realização
das tarefas, pode afetar-nos a auto estima e auto confiança, retirando-nos capacidade e
promovendo o sentimento de culpa.
Dica: Tenha coragem para errar. O erro é um aliado da melhoria.
Exemplo da forma mais capacitadora de analisar o erro ou fracasso: se olharmos para
as nossas ações, desempenhos e realizações como resultados, como um produto de um
conjunto de decisões, pensamentos, atitudes, verbalizações e forma de agir que nos
encaminharam para um resultado insatisfatório, ficamos numa posição para a melhoria.
Se conseguirmos operacionalizar este conceito (ver os desempenhos e as realizações
como resultados), conseguimos focar a nossa atenção no processo que nos encaminhou
para aquilo que normalmente chamamos de erro e fracasso. Com este conceito em mente,
certamente estaremos mais aptos a conseguir perceber como é que podemos fazer
melhor na próxima oportunidade.
CALMA GERA CALMA, IRRITABILIDADE GERA IRRITABILIDADE
Comportamento gera comportamento. É um cliché muito utilizado em psicologia,
e por isso mesmo bastante consensual. Uma das estratégias utilizadas pelos grandes
comunicadores, vendedores e líderes é espelharem o outro, seguirem alguns padrões
comportamentais expressos na sua linguagem corporal, tom de voz e diálogo utilizado.
Se conseguirmos expressar um tom de voz calmo, um discurso tranquilo e assertivo,
certamente a outra pessoa tende a seguir essa atitude positiva, ao invés se mostrarmos arrogância,
hostilidade e um discurso destrutivo e agressivo o mesmo acontecerá, a outra pessoa vai seguir-nos.
OS SENTIMENTOS DEVEM SER EXPRESSOS E O MAU TEMPERAMENTO SUPRIMIDO
Quando digo que os sentimentos devem ser expressos, não quero passar a mensagem
que devemos agir sempre de acordo com aquilo que sentimos, ou que devemos passar
sempre os nossos sentimentos para ações. Podendo acontecer em algumas circunstâncias,
nem sempre pode ser adequado passá-los para ações. Ainda assim, pode ser benéfico expressá-los
e verbalizá-los, mesmo que seja em verbalizações silenciosas. O mero ato de ouvirmos o que
estamos a sentir pode ajudar-nos a reorientar as nossas ações, tendo como pano de fundo a
nossa consciência. Inevitavelmente se estivermos a expressar de forma assertiva alguns
sentimentos negativos ou hostis, com mais facilidade conseguiremos auto-regular a impulsividade
do mau temperamento gerado por esses mesmos sentimentos.
É, por isso importante aprender a lidar com os sentimentos negativos, que por sua vez nos ajudará
a suprimir o mau temperamento e as consequências quase sempre negativas daí oriundas.
DESESPERANÇA NÃO É DESESPERO
A desesperança é a perda de uma crença acerca de algo, que na grande maioria
das vezes pode incorrer numa generalização para as várias áreas da nossa vida.
Cai-se numa paralisia da vontade e deixamos de ver significado nas coisas que até à
data eram importantes para nós. Não que possamos dizer que já não gostamos delas,
mas que temporariamente sentimos que não vale a pena fazermos mais esforço, porque julgamos
impossíveis de alcançar. Podemos dizer, que gerou-se um sentimento generalizado de desesperança
na vida ou numa situação muito particular, inibindo-nos a força de vontade para continuarmos a
fazer coisas em prol daquilo que antes era um objetivo. Ao invés, o desespero remete-nos para
algo que queremos muito e coloca-nos num estado em que faríamos “quase” qualquer coisa para
obter o que desejamos. O desespero gera-nos impaciência e a desesperança retira-nos a vontade
para fazer o quer que seja.
PROMOVA A AUTO CONFIANÇA
A auto confiança é um conceito central na nossa autonomia e capacidade de tomar decisões,
influenciando determinantemente os nossos pensamentos e atitudes. Podemos dizer que é um
construto central na nossa identidade. Joga um peso elevado no ímpeto que temos ou que não
temos para realizar aquilo que desejamos. Por tudo isto, devemos reservar-lhe especial atenção
e dedicação. Devemos investir na nossa auto confiança. Uma forma de poder fazer este exercício é desapegando-se da sua baixa auto confiança (se for o caso). Distancie-se da percepção que tem
de não ter confiança para realizar algo. Desapegue-se desse sentimento que tem acerca de si mesmo,
e avalie alguns fatos que possam estar a impedir de tomar a iniciativa ou que lhe geram medo de
propor-se a realizar algo. Muito provavelmente, vai verificar que necessita de aprender um conjunto
de estratégias que lhe permitem munir-se de algumas ferramentas necessárias para
realizar o que deseja.
Com este ponto de vista em mente, poderemos dizer que não se trata de ter uma baixa
auto confiança, mas sim da necessidade de aprender um conjunto de estratégias e formas
de lidar com algumas situações. Se assim é, então encontrou uma forma para se retirar da
ideia que tem uma baixa auto confiança e passar a usar um conceito mais capacitador:
aprendizagem de estratégias em falta.
FAÇA AS COISAS POR PARTES
Quer estejamos a tentar melhorar algum problema psicológico, quer pretendamos
alcançar algum objetivo, por vezes desejamos isso para ontem, queremos apressadamente
alcançar algo que nos incapacita ou ao invés, algo que nos proporciona prazer e realização.
Perante tais cenários, podemos ter um impulso para a impaciência, para saltarmos
prematuramente para o resultado tão desejado. Mas, como tudo na vida, cada coisa tem
o seu tempo e o seu ritmo para acontecer. É, por isso importante tentarmos perceber o nosso
ritmo e o ritmo do processo que nos conduz ao resultado pretendido. A forma mais assertiva é
irmos passo a passo, pouco a pouco avançando seguramente e cumprindo as fases necessárias
para alcançarmos o sucesso. Se a tarefa é complicada, exigente e necessita de muitos recursos,
divida-a em partes, organize um sequência lógica do progresso e das estratégias a ativar
em cada fase. Certifique-se que cumpre o seu plano, fazendo uma monitorização objetiva.
Se algo não estiver a correr como o previsto, redefina o objetivo para essa fase ou volte a tentar
fazer, mas não coloque todo o processo em causa só porque uma das partes não está a resultar.
APROVE E RECONHEÇA O ESFORÇO E NÃO APENAS O DESEMPENHO
Se elogiarmos em demasia uma criança pelo seu excelente desempenho e usualmente
enaltecermos a sua inteligência, pode à primeira vista parecer algo muito bom e enriquecedor.
Contudo, se observarmos por outro prisma, que nos encaminhe para uma avaliação do
impacto psicológico que possa ter, perceberemos que elogiamos as qualidades de forma
isolada, atribuindo o resultado à criança e não necessariamente à forma como fez e ao esforço
aplicado. Mais tarde, quando a criança se defrontar com alguma dificuldade para atingir os resultados pretendidos, pode facilmente desistir, ou emitir um juízo de incapacidade ou de valor negativo,
dado que tem de esforçar-se. Se se esforça, é porque não é boa o suficiente, se não é boa o
suficiente, logo começa a colocar-se em causa. Nasceu um problema de baixa auto estima
e auto conceito diminuído.
Na verdade, os adultos não fogem muito a todo este processo. Somos vulneráveis aos
mesmos raciocínios e consequentes problemas oriundos dessa forma desadequada de pensar
acerca dos nossos desempenhos. Para um maior reforço das nossas capacidades, habilidades,
auto confiança e auto estima, importa emparelhar o desempenho com a noção de esforço
aplicada ao processo que levou aos resultados, satisfatórios ou não.
FAÇA ALGUMAS COISAS QUE ODEIA E QUE TEM MEDO DE FAZER
O medo inibe-nos, amedronta-nos, coloca-nos num estado de ansiedade retirando-nos
capacidade e clareza de pensamento. Ficamos num estado alterado de consciência e de fisiologia.
O corpo ativa-se e a mente foca-se na ameaça (na maioria das vezes uma ameaça imaginada).
Num estado de plena retração, todos os nossos recursos são disponibilizados para nos livramos
da ameaça, e raramente para a enfrentarmos. Na verdade, o medo gera-nos uma energia extra,
que se for canalizada para enfrentarmos alguma das coisas que criam o medo, estamos a
aproveitá-la para a construção da solução. Falamos aqui dos medos subjetivos e não das
ameaças reais, tais como podermos ser assaltados ou alguém apontar-nos uma arma.
Esse tipo de medo é real face a uma acontecimento concreto.
Mas, os medos que nos causam incômodo e angústia, são medos relacionados
com as nossas incertezas, incapacidades e debilidades. São medos que sentimos por
antecipação de virmos a enfrentar aquilo que percepcionamos como ameaça. Em psicologia,
uma das terapias muito usadas para resolver problemas relacionados com o medo,
tal como nas fobias, é a exposição. A exposição, trata-se de levar a pessoa a enfrentar
o seu medo imaginado, de forma a que o posso sentir no local ou perante aquilo que teme,
e comprovar que nada de mal lhe pode suceder. Enfrentar o medo é fazer com que se
desconfirme.
DECIDA, PLANIFIQUE E EXECUTE
A dificuldade de tomar decisões afeta-nos a todos. Quem não passou já
por períodos de dúvidas e incertezas acerca do melhor rumo a tomar,
ou no que escolher. É claro que nem todas as decisões jogam o mesmo peso
na nossa vida. Umas decisões certamente terão um impacto mais profundo que outras.
Escolher o prato que quero para o jantar não terá o mesmo impacto na minha vida
como escolher que curso me quero inscrever. Inequivocamente saber tomar decisões acertadas
e que nos sirvam é uma condicionante de vida. De qualquer forma de nada servirá saber
tomar decisões, se elas não forem suportadas por um plano realista e exequível.
O passo seguinte é operacionalizar o que se decidiu e planeou, através da ação.
A ação culmina a tomada de decisão. É quando executamos e agimos que comprovamos
se a nossa decisão deu frutos ou não. Uma decisão sem a devida planificação e execução
pode comprovar-se estéril.
SUBSTITUA UM PENSAMENTO NEGATIVO POR UM PENSAMENTO POSITIVO
Os pensamentos negativos podem ser perturbadores, quer os que se remetem para nós,
, para os nossos receios, incapacidades, incertezas, dúvidas ou aqueles acerca dos outros e do mundo.
Ter pontualmente pensamentos negativos é algo normal e por vezes útil na nossa vida.
Mas, se isso acontece a grande maioria do tempo e em relação à grande maioria dos
acontecimentos da nossa vida, certamente o incômodo causado é enorme.
Sentimo-nos mal, angustiados, depreciativos e provavelmente num estado recorrente
de humor diminuído. Perante tal estado, pouco a pouco, começamos a enraizar uma forma
negativa de processar grande parte dos estímulos externos e igualmente os internos.
A nossa rede neuronal fica viciada em ativar os caminhos da negatividade e tudo pode
parecer-nos sombrio.
Dica: O problema não está em ter pensamentos negativos, mas sim em segui-los.
Acabei de fazer uma descrição muito drástica.Uma visão quase catastrófica acerca
dos pensamentos negativos. Quem se vê ou se viu envolvido nos padrões mentais da
negatividade já experienciou os problemas causados por esta forma de raciocínio pessimista
e incapacitante. No entanto, é possível reverter e instituir padrões mentais mais capazes,
otimistas e funcionais. Se aproveitarmos os pensamentos negativos para nos servirem
como marcadores, como avisos que estamos a entrar numa linha de raciocínio pejorativo,
ficamos mais capazes para os substituir por pensamentos positivos.
Ao fazer a substituição, foque-se nos pensamentos capacitadores que criou e siga-os.
A substituição foi consumada com êxito!
SEJA EXIGENTE, MAS REALISTA E MONITORIZE AS SUAS EXPETATIVAS
Eleve a sua fasquia, puxe por si, estabeleça objetivos que mexam consigo, energize-se,
esforce-se e vá até ao seu limite, mas certifique-se que se tem preparado para o desafio
que tem entre mãos. Estabeleça desafios que accionem todos os seus recursos e que ao
mesmo tempo estejam suportados na sua capacidade de agir, de enveredar num conjunto
de passos e ações que suportem e comprovem a sua ambição. Durante o percurso, arranje
algumas forma de conseguir medir o seu progresso, tente perceber se está a caminhar na
direção pretendida.
Faça algumas avaliações que lhe forneçam informação acerca do estado ou do estádio
em que se encontra. Com esses dados, consegue perceber se pode continuar ou se
tem de fazer alguns ajustes. A reestruturação e redefinição das expetativas (caso seja necessário),
durante todo o processo é uma estratégia inteligente e assertiva que promove e pode assegurar
a obtenção do objetivo desejado.
AS PESSOAS FAZEM COISAS QUE NOS INCOMODAM, NÃO NECESSARIAMENTE PARA NOS ABORRECER
Uma das distorções de pensamento que por vezes nos atrapalham é a personalização.
Colocamo-nos no centro das atenções e atribuímos um significado pessoal à grande parte das
coisas que os outros fazem ou dizem. Certamente, alguns dos comportamentos, atitudes e
verbalizações vindas dos outros incomodam-nos, parecem ter sido tecidas para nós mesmos
e ficamos sentidos com isso. É importante que saibamos que provavelmente nem sempre
as outras pessoas agem tendo por objetivo magoar-nos ou atingir-nos com o quer que seja.
O que pode acontecer, é que interpretamos isso como sendo dirigido a nós e automaticamente
emitimos um sentimento negativo. Este sentimento provavelmente terá muito mais relação com
os nossos “fantasmas” do que com a intenção da outra pessoa para nos aborrecer ou atingir de
forma sarcástica ou depreciativa. Dê a si mesmo o benefício da dúvida, não personalize e tente
interpretar aquilo que sente ligado a algo que não gosta e não necessariamente
porque a outra pessoa lhe quer provocar algum tipo de incômodo.
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