sábado, 14 de setembro de 2013
SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - SOBRE O DIÁLOGO NO RELACIONAMENTO.
SOBRE O DIÁLOGO NOS RELACIONAMENTOS
Por Iara de Oliveira Rocha
Você é senhor do que cala e escravo do que fala! Já escutamos
inúmeros ditados deste tipo, sempre evidenciando a importância
do silêncio, e é claro que estão corretos no que diz respeito ao
conteúdo da conversa, com o fato de pensarmos e analisarmos
ao invés de abrirmos a boca e despejarmos nossos sentimentos
sem que o filtremos.
Temos também de levarmos em conta que certos silêncios são
apaziguadores, outros entretanto gritam, ensurdecem, consomem,
A comunicação falada de acordo com estudos de psicologia somam
apenas 7% da comunicação como um todo, mas bem como o sal
para o tempero de uma comida se for demasiado estraga, se for
de menos não tem gosto. De todos os animais no reino terrestre
somos os que possuem a maior capacidade de comunicação falada,
e temos de entender que nosso corpo também diz pelos gestos,
por isso tantas vezes ficamos com a sensação imediata de estarmos
sendo enganados quando decodificamos inconscientemente que
os gestos não comprovam o que a boca diz.
Num relacionamento seja ele qual for, é necessário falar se fazer
entender. Não usando a palavra como arma ou de maneira impensada,
mas com o proposito de harmonização.
O outro não tem bola de cristal para adivinhar o que queremos; o que
precisamos; o que estamos gostando ou não. É necessário que uma
conversa quando destinada a esclarecer, a dissipar conflitos seja
coerente, com começo, meio e fim, se possível com ideias para a
solução de um conflito. É interessante o exercício de nos colocarmos
na pele do outro, para tentarmos entender também que ele é um ser
humano com necessidades que tem seus conflitos pessoais, seus traumas
e tudo isto interfere na leitura de um fato. Dizem que existem três
verdades: a real, a que você entendeu e a que eu entendi. Toda vez
que coletamos informações do mundo exterior ela é filtrada por nossa
psiquê, portanto ela transmuta os fatos de acordo com nossa crenças
estabelecidas. Por causa deste fato as vezes o que dizemos pode
ser mal entendido pelo que escuta.
Sem contar que as vezes nos calamos e nos emburramos como se fosse
completamente óbvio ao outro a razão de nosso aborrecimento.O fato
é que se nos relacionarmos com alguém que não deixa claro seus desejos
e intenções faz com que tentemos analisar os sinais subliminares que o
outro emite, geralmente esta atitude acaba gerando ainda mais
distanciamento e deduções errôneas porque ao fazê-lo também
submetemos a nossa interpretação aos mesmos filtros e crenças que
possuímos. Portanto um relacionamento saudável, seja de trabalho,
familiar, de amizade ou romântico precisa ter regras claras, precisa de
conversas e explicações definidas. Necessita que tenhamos analisado
e saibamos exatamente ao que a conversa está destinada. Se ao falarmos
nem sempre conseguimos a perfeita comunicação do que queremos
dizer, imagine se o outro ficar subentendendo as entrelinhas.
Parem para analisar o tipo de conversas que possui com as pessoas,
se ela não dá margem a várias interpretações. Seus resultados poderão
melhorar significativamente com conversas mais calmas se o impacto
da emoção do momento, com começo, meio e fim e com propósitos
definidos.
Beijos
Iara de Oliveira Rocha.
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