quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - SOBRE AUTO-ESTIMA



SOBRE A AUTO-ESTIMA

Por Iara de Oliveira Rocha


Como todos sabem sou esteticista, lido com pessoas o dia todo e faz muito tempo.
A natureza humana sempre me fascinou e na minha opinião quase cem porcento dos
transtornos psicológicos, barreiras e dificuldades emocionais tem em comum um 
fundo chamado auto-estima baixa. Auto-estima nada mais é que a capacidade de
uma pessoa confiar em sim própria e em suas  habilidades. É a confiança que nos
faz enfrentar os desafios encontrados durante nossa existência. É nosso amor
próprio, é conhecer nossos desejos e necessidades, é conhecer inclusive nossas
limitações sem ficarmos chorando sobre o leite derramado. Simplificando é saber
que temos mesmo o direito a sermos felizes. E para nos julgarmos merecedores
é necessário que a estima por nós mesmos esteja saudável. 
Tenho noção que o falso conceito que fazemos sobre a humildade as vezes nos
atrapalha por nos fazer confundir uma estima favorável, com egoísmo ou soberba.
Nada mais ilógico, uma pessoa com estima saudável conhece a si mesmo se permite
viver e que os outros vivam; ele se respeita portanto também saberá respeitar os
demais. É o famoso vivo e deixo viver. O soberbo ou egoísta por sua vez acham
que os outros são inferiores, só pensam em si mesmos e não se importam com mais
nada ou ninguém; acreditam que o universo gira em torno de seu próprio umbigo.
Uma estima doente, ou baixa auto-estima poderá gerar ansiedade, medos, fobias,
depressão e tais problemas condenam a vida amorosa, trabalhista, estudantil, as 
relações com amigos e familiares.( já tratamos deste assunto numa conversa 
sobre a rejeição; Tais comprometimentos levam as pessoas com estima baixa a
reforçar padrões negativos e obterem resultados ruins que reforçam o padrão.
Então tais pessoas acabam escondendo-se do mundo e as vezes de si mesma, 
e acabam sofrendo ainda mais. As emoções então são escondida que muitas 
vezes a pessoa mente até para si mesmas. Sei que esta pessoa pode ser sido uma
criança que não era encorajada a demostrações de sentimentos mas o fato é que
tal comportamento traz resultados inadequados e chega uma hora que querendo
ou não a vida te obriga revisar o passado, as vezes trazendo sempre os mesmos
padrões de relacionamentos par que de uma vez por todas você procure solucionar
a questão. É óbvio que muitas pessoas também podem usar o papel de vítima
como uma muleta para ficar em sua zona de conforto e não ter de mudar, não
ter de enxergar um passado doloroso, as vezes mais doloroso que o próprio
resultado. Pode ser também que o lixo emocional esteja tão escondido que 
conscientemente não se pode detectar.
O poder de mudança em sua vida é de exclusividade sua. Nunca é tarde para
transmutar comportamentos e sentimentos. Comece por você mesmo. Liste todas
as suas qualidades sem falsa modéstia que não nos leva a nada. Quanto mais
verdadeiro for este diálogo interior, mas proveitoso será seus resultados.
De acordo com Cleia Perez autora do livro Aqui e Agora, auto-estima significa
afeto por si mesmo, estima por si mesmo, questão que passa pelo quesito 
conhecimento e reconhecimento de quem você é. Sei que seu perfil de conhecimento
de si mesmo é colocado e reforçado em sua vida muito antes de você possuir
discernimento sobre tais fatores; então muitas vezes em idade adulta é 
necessário refazer sua auto-imagem. Muitos terapeutas consideram tal 
refazimento como cura, visto que a grande maioria dos problemas psicológicos
se alicerçam justamente na estima. Quando se está neste processo tem de
se preocupar em olhar para dentro, jamais para fora, a opinião das pessoas
não poderá ter peso em seu julgamento interior. E não existe um ponto
de arrogância neste processo. Saber quem você e o que deseja não diminui 
ninguém a sua volta. Seu valor próprio não desmerece ninguém ao seu
redor.
A questão de estima pessoal é tão séria que existe um estudo publicado no
British Medical Journal por Michel Marmot, pesquisador do dentro internacional
para a saúde e sociedade, que afirma que a falta de auto-estima pode encurtar a
vida de uma pessoa; e apontou que um terço da população mundial sofre deste
distúrbio.
E sabemos que para que a felicidade exista para nós necessitamos de uma
estima pessoal saudável. E começa a cura quando você se cansa de ser marionete
no teatro da vida e começa não dar importância a opinião alheia. Muitas vezes
as reações de inadequação, de insatisfação, de falta de objetivos, de depressão,
fica tão significativo que os transtornos passam a ser físicos com alterações de
pressão, avcs, problemas endócrinos, sem falar até muitas vezes em suicídio.
Uma estima saudável impinge dignidade a seu possuidor e isto impregna a energia
a seu redor que imporá respeito naturalmente.E isto se fará com ética, boa vontade
e justiça para com os demais.
Aquele que tem uma estima pessoal sã, sabe contribuir para a elevação da estima 
das outras pessoas, pois é sabedor que você estando bem estaremos todos 
melhores, portanto nosso ambiente será mais favorável. Portanto ele contribuirá
com sua cura. Então pense bem, caso seja muito difícil revisitar sua infância e 
adolescência sozinho, procure ajuda. Será um investimento em você e em sua vida.
Sem contar que você não fará eco aos maus tratos  que sofreu e mesmo de forma
inconsciente não o fará repassar o mesmo jeito de interagir as crianças com quem
você conviver.
Sempre fui da opinião de que a pessoa que não tenha o que dizer de positivo a uma
criança deveria calar-se. Um ditado antigo diz que tudo que não for benção é por
si só uma maldição. Portanto ao tratar com uma criança lembre-se de lhe dar
boas coisas para que ela guarde para si.

Beijos
Iara de Oliveira Rocha


















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