sábado, 13 de julho de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - NADA EM MIM FOI COVARDE




NADA EM MIM FOI COVARDE.


Por Iara de Oliveira Rocha


Para variar li esta frase hoje, cheguei publica-la no facebook. E como sempre
me levou a fazer uma retrospectiva. Definitivamente tive orgulho de mim mesma.
Desde criancinha nada em mim foi covarde, em absolutamente nenhum 
sentido; e o que é melhor nada foi capaz de me deixar amarga.
Sempre fui uma guerreira, caí,  levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima
em toda situação que vivenciei. Aí fiquei pensando no meu sistema de vida.
É claro que o fato de eu ser quem eu sou sem medo me expôs ao triplo de
situações do que a pessoa que se acovarda e se recolhe. Até as poucas retiradas
que fiz foram estratégias de ataque.
Sempre tive por hábito procurar, caçar e enfrentar as situações. 
Mesmo naquelas situações que a vida as vezes nos coloca, para nosso próprio
aprendizado, encarei de peito aberto. Tenho o hábito de tirar algo positivo de tudo.
Toda situação nos serve, nem que seja só para aprender o que não fazer.
Todas as tarefas de Hércules que tive de enfrentar, enfrentei com a dignidade
de quem combate em favor da Luz. Sim o bom combate.
Sempre encarei, situações, opositores e especialmente a mim mesma de frente,
de cara limpa. Mesmo que eu estivesse machucada, curava as feridas e me 
orgulhava das cicatrizes. 
Me lembrei de que jamais consegui conviver com a sensação de ter algo escondido
que pudesse ser descoberto; este tipo de ansiedade para mim é insuportável. Eu
fazia artes na rua, chegava em casa dizia para minha mãe fiz isto, aquilo e aquilo outro
quer me bater bata logo. Eram os anos 60 e os pais educavam com palmadas. 
Jamais tive medo. Situações novas me geravam ansiedade como em todo mundo,
mas como jamais lidei bem com este sentimento, preferia encarar logo o que quer
que fosse.
Então a gente vai crescendo, eu sempre fui curiosa demais, fui cética demais, então
sempre quis conferir as coisas por mim mesma; o que me levou a diversas situações
difíceis, sempre a mesma atitude. Não abstive de nenhum chamado da vida. Mesmo
que me desse mal tinha sido minha escolha, minha decisão.
E por mais que tenha levado petelecos da vida continuo uma criança de alegre e
feliz, nada me amargura por mais que dez dias. Este foi o prazo que estabeleci para
mim como fase de luto para qualquer coisas que me entristeça, aborreça ou magoe.
Ajuda também que sou explosiva, faço um forrobodó e logo passa, eu viro as costas
e esqueço; detesto ter de ficar batendo sempre na mesma tecla.
Então também me lembrei da frase de uma amiga muito amada:
"Eu não me acho, eu me sei". Definitivamente posso dizer que a criança que eu 
fui teria muito orgulho da mulher que me tornei.

Beijos 

Iara de Oliveira Rocha




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