segunda-feira, 15 de julho de 2013

SER LIVRE



Ser livre


 Elisabeth Cavalcante 



Não é nada fácil alcançar o estágio em que se pode vivenciar a verdadeira liberdade. Por mais que a desejemos, vamos, ao longo da vida, atrelando-nos a inúmeras amarras que nos impedem de vivenciar plenamente este sentimento.

A preocupação em seguir padrões de comportamento e normas estabelecidos pela sociedade ou pela família, torna-nos escravos, pela necessidade permanente de aprovação.

O medo de parecer diferente está na raiz desse comportamento e faz com que a maioria prefira o conforto de fazer parte da massa, ao invés de tentar expressar sua autenticidade. Outro entrave essencial à nossa liberdade é a dependência emocional.

Quantas pessoas não abrem mão de suas convicções e desejos, apenas para garantir a permanência do outro ao seu lado? Aos poucos, vão perdendo a referência de quem são de fato, pois a fantasia em que embarcaram acaba se tornando tão real que se torna quase impossível abandoná-la.

O problema é quando o outro vai embora, pois, se isso acontece, inevitavelmente, elas sentem o seu mundo desabar e ficam perdidas diante da nova realidade. O sentimento de traição é inevitável, já que abriram mão de tudo em favor da relação.

A única maneira de escapar destas armadilhas é o desenvolvimento da consciência. Isto só é possível quando conseguimos perceber de modo claro, as motivações que estão por trás de nossas atitudes. Enquanto prosseguirmos agindo sob a influência de nossas emoções inconscientes, continuaremos prisioneiros da angústia e da infelicidade.

"EM TODAS AS COISAS SEJA UM MESTRE
DO QUE VOCÊ FAZ E DO QUE VOCÊ DIZ E PENSA.
SEJA LIVRE.

Liberdade é o supremo objetivo da verdadeira religião - não Deus, não o paraíso, nem mesmo a verdade, mas a liberdade. Isto tem de ser compreendido, porque esta é a mensagem essencial de Gautama, O Buda, para o mundo.

A liberdade é o mais alto valor de acordo com ele, o summum bonum - não há nada mais alto que isso. Mas por liberdade ele não quer dizer "liberdade política", "liberdade social", "liberdade econômica". Por "liberdade" ele quer dizer "a liberdade da consciência".

Nossa consciência está em profunda servidão: nós estamos acorrentados. Dentro está a nossa prisão, não fora. As paredes da prisão não estão do lado de fora de nós: elas existem nos nossos instintos, existem nos nossos desejos, existem na nossa inconsciência.

Liberdade é o objetivo.
Consciência é o método para se alcançar o objetivo.

E quando você está realmente livre, você é um mestre, a escravidão desaparece. Comumente, nós parecemos livres, mas nós não somos livres. Pode parecer que somos os que escolhem, mas não somos os que escolhem. Estamos sendo puxados, empurrados por forças inconscientes.

...Buda diz: Esta vida não é verdadeira vida. Você está sendo vivido, você não está realmente vivendo. Você está sendo vivido pelas forças inconscientes. A menos que você se torne consciente, a menos que você tome posse de sua vida, a menos que você se torne independente dos seus instintos, você não será um mestre. E sem ser um mestre, não há bem-aventurança: a vida permanece um inferno".
OSHO - The Dhammapada

DESAPEGUE-SE DE SUAS AMARRAS




Desapegue-se de suas amarras! 


por Teresa Cristina Pascotto - crispascotto@hotmail.com


Em meus atendimentos, ao "entrar na mente" das pessoas, capto em seus inconscientes inúmeras imagens e condições internas, que são poderosas "realidades paralelas" nas quais elas vivem, onde vejo/percebo partes de suas almas capturadas e aprisionadas em "lugares" sombrios e tenebrosos - tudo o que é criado pelo ego é pura ilusão, porém, na experiência e nas sensações, tudo é extremamente doloroso e "verdadeiro".

Tudo o que o ego deseja é manter-se o mais afastado possível da Luz Divina. Para se proteger e se defender da influência e poder da Luz -que é o único poder verdadeiramente capaz de tirar o ego do controle, se a pessoa se entregar de verdade à Luz-, o ego é capaz de "vender a alma ao diabo", se preciso for. E, infelizmente, é "exatamente" isso que ele faz nessas "realidades paralelas".
Normalmente, as encontro presas em correntes, deitadas em "mesas de sacrifícios", sendo torturadas e ameaçadas por forças altamente negativas, por "seres sinistros" e, em condições gerais, muito parecidas com aquilo que entendemos como "umbral ou inferno".

Essas são as formas mais pesadas em que as encontro, mas também as vejo em lugares menos assustadores, porém, igualmente ameaçadores e limitantes, onde são "vítimas" de carrascos cruéis que as dominam psiquicamente e as mantém sob seu jugo. Isto pode ser de forma intensamente destrutiva, em que a pessoa se sente verdadeiramente vampirizada e perturbada psiquicamente ou de forma aparentemente mais leve, onde a pessoa não tem sintomas tão intensos, mas ainda assim está presa nessas mesmas condições que fazem com que não consiga ter "vida própria" e está sempre se perdendo de si mesma e tendo uma vida insatisfatória, triste e dolorosa. Enfim, a "realidade interna" é sempre muito destrutiva. Quando a pessoa está em maior desequilíbrio, posso dizer que é até melhor, pois pelo menos ela consegue ter consciência de que está num estado altamente perigoso, que pode levá-la a sérios riscos até mesmo de saúde física e mental, e isso faz com que busque ajuda. Porém, pior é quando a pessoa consegue se enganar e se anestesiar, por medo de sentir esse estado de desequilíbrio, e não percebe a situação de risco na qual se encontra.

Invariavelmente, percebo que, além de estarem "nas mãos de carrascos e demônios", estão, de forma ainda mais perigosa e destrutiva, nas mãos de partes de sua personalidade, as chamadas sub-personalidades de vidas passadas que não querem, em hipótese alguma, que a pessoa se abra para a Luz e volte a acreditar no poder da Vida e do Amor, conforme acreditaram em suas existências passadas e, por isso, acreditam que foram prejudicadas. Com isso, suas sub-personalidades capturam partes de sua alma e as aprisionam em um lugar muito profundo e sombrio de seu próprio inconsciente, criando a "realidade" e sensações de que estão sendo vítimas de forças demoníacas, de que estão de verdade nas mãos do "demônio" sendo torturadas por ele. Muitas vezes, a pessoa tem até imagens ou sonhos com condições e situações muito sinistras, como em filmes de terror. Isso é pura criação de sua mente, fazendo com que a pessoa acredite - mesmo sem ter essa consciência - que tem um "pacto com o diabo" e que se tentar se entregar para a Luz, será destruída pelas trevas.

Obviamente que nessas condições, a pessoa acredita que quer se libertar de todas essas amarras destrutivas. Porém, se foi o próprio ego -influenciado pelas sub-personalidades com suas crenças negativas-, que criou todas essas condições e que se entregou nas mãos de pessoas que capturaram partes de sua alma, para impedir que a alma pudesse se sintonizar e se entregar à Luz, é claro que, apesar da dor que isso lhe causa, ele NÃO quer de verdade se libertar dessas amarras e condições assustadoras. Quanto mais a pessoa busca o despertar da consciência, mais o ego se sente ameaçado de perder o poder e mais condições ele cria na intenção de aprisionar a pessoa. Muitas vezes, ao longo do seu processo de autotransformação, por se aprofundar muito em sua jornada interior e, ao mesmo tempo, justamente pela necessidade do ego em fazê-la desistir, a pessoa acredita que sua vida está até pior do que quando era inconsciente. O ego faz o possível para destruir tudo o que a alma está tentando construir e a pessoa começa a desacreditar, pois ele intensifica os assédios e ataques "psíquicos", fazendo a pessoa se sentir perturbada e desequilibrada. Neste ponto ela explode de raiva e indignação e começa a questionar se deve mesmo prosseguir. Ela olha à sua volta e começa a se comparar com as outras pessoas e só enxerga as que continuam em sua vida de zumbis, sorrindo, se dando bem, felizes e sem sofrimento - claro que isto não é real, mas o ego está tentando lhe mostrar a superfície dos zumbis pseudo-felizes -, e começa a questionar e a pensar que não vale à pena despertar a consciência e se entregar para a LUZ DIVINA! Reafirmando a crença do ego.

O que a pessoa precisa, é perseverar, apesar de todas as suas dores e dúvidas. Deve também aceitar tudo o que está lhe acontecendo, para que possa ver, sentir e perceber a realidade interna tão trevosa que ela mesma construiu. Somente a tomada de consciência é que poderá fazer com que a pessoa perceba que ela não quer se libertar de suas amarras, pois sente medo da entrega à Luz. Neste momento de consciência ela vai perceber que tudo o que vê e/ou sente nos "lugares" onde está aprisionada tão obscuramente, é pura ilusão criada pelo seu ego e que, para se libertar, tem que haver um real e forte desejo em seu ser, mesmo sentindo um forte "pânico" em se imaginar entregue à Luz. Ela apenas está profundamente apegada às suas amarras, para não correr o risco de estar na Luz.

Tudo isso, quando há aceitação e vontade verdadeira, pode ser sentido e percebido pela pessoa. Se ela conseguir aceitar e olhar para essa condição, como se fosse "algo simples", ou seja, sem fazer disso um horror e algo que ela não poderá modificar, mas se ela simplesmente olhar para essa força destrutiva que ela mesma criou e entender que é "só isso", se ela conseguir diminuir o "tamanho e intensidade" da questão e das sensações ruins e compreender, com seu coração, que tudo isso é apenas fruto do intenso medo de ser "possuída pela Luz" e deixar que a Luz a conduza e a guie em sua vida, então, ela sentirá uma forte vontade, proveniente de sua alma, de se abrir para a Luz, permitindo que a Luz Divina penetre todo o seu ser e sua consciência. Nessa condição, a Luz irá alcançar sua alma e, consequentemente, irá alcançar todas as partes de sua alma que estão aprisionadas tanto na mente das pessoas, quanto nos recônditos mais profundos e ocultos de seu inconsciente. Ao ser banhada pela força da Luz Divina, a alma irá despertar, se recuperar e cada uma de suas partes serão tratadas e curadas para então serem reintegradas à sua essência.

Com a força da Luz Divina penetrando as partes da alma, naturalmente elas se soltarão e se deslocarão dos lugares ilusórios nos quais estavam presas, não haverá luta ou técnicas "poderosas" para salvá-las, mas sim, apenas o poder da Luz Divina se manifestando e libertando a alma.

LIBERDADE INTERIOR




LIBERDADE INTERIOR 


por Carmem FARAGE - zenviver@hotmail.com


Diante da liberdade externa alcançada, de nossa capacidade de observar o mundo que nos rodeia cada vez mais de perto, nos perguntamos: o que ainda nos segura? Por que não somos todos livres? Por que não somos todos irmãos? O que ainda nos prende? Como ainda permitimos que haja guerra, fome, intolerância religiosa? Que amarras são essas que nos prendem a conceitos egoístas? Agora chegou o momento inevitável de depararmos com nossas próprias emoções! São elas que nos seguram e nos impedem de ser livres.
O que sabemos de nós mesmos tem sido suficiente para trilhar um caminho pleno de realizações? Consigo ser mestre de minhas próprias emoções? Sou eu quem controla minhas emoções, ou são elas que comandam minha vida? Vejo todos os dias pessoas sucumbirem pela raiva, medo, culpa, preguiça diante da própria ignorância, dificuldades em lidar com os desejos efêmeros que trazem pequenos prazeres: comida, bebida, drogas, sexo, lamentações, vitimizações, refutação ou negação dos próprios erros e dificuldade em admiti-los e absorvê-los como experiência, etc...

A boa notícia é que chegou o momento da libertação. Só mesmo depois que os navios zarparam dos cais lá na Idade Média, desencadeando uma liberdade de ação no mundo, pudemos deparar com as diferenças culturais e individuais, que nos levou à necessidade de convivência com nossos irmãos diferentes de nós. Esta dificuldade nos leva às amarras internas que impedem nosso espírito de zarpar do porto da matéria.
Se já sabemos que é assim e ainda não estamos no caminho da nossa libertação interna, não pensemos que há algo errado em nós. O caminho é mesmo para ser feito em etapas. E não é simples. Temos muitas informações, mas não sabemos muito bem o que fazer com elas. Vemos a maior parte das pessoas ainda se debatendo contra o óbvio, segurando-se ainda num ceticismo perverso que volta contra a própria pessoa, mas que os mantém na ilusão da felicidade fácil que se compra no shopping.
Para aqueles que despertaram e não sabem muito bem como fazer as coisas funcionarem, diferentemente da grande massa, devemos encontrar uma forma na qual nos sintamos caminhando noutra direção: aquela que vai nos tirar da ilusão deste mundo material e nos libertar da roda encarnatória!

É claro que o que escrevo aqui não é novo. Desde tempos imemoriais, os grandes mestres dizem as mesmas coisas: precisamos nos purificar, sutilizar, melhorar nossa "energia", até alcançar um estado de consciência melhor do que tem sido possível neste planeta.
E o que temos visto são pessoas apegadas a conceitos religiosos, numa tentativa insólita de passivamente, alcançarem o "reino dos céus".
Não! Não poderá ser de forma passiva! Deverá ser de forma pacífica, mas não passiva. Teremos que nos mudar! Como seres imperfeitos que somos, a única modificação que teremos que fazer será em nós mesmos. E teremos que fazer sozinhos. Somos, de fato, nossos piores inimigos. Encarar os próprios defeitos não é fácil, nem simples. Há toda a questão do inconsciente que nos sabota. Somos seres desejantes. Vivemos pelo princípio do prazer.

"As forças de diminuição são as nossas verdadeiras passividades. O seu número é imenso, as suas formas infinitamente variáveis, a sua influência contínua. Em certo sentido, é de pouca importância o escaparem-se nos as coisas, porque podemos sempre imaginar que elas nos voltarão às mãos. O terrível para nós é o escaparmos nós às coisas por uma diminuição interior e irreversível. Humanamente falando, as passividades de diminuição internas formam o resíduo mais negro e mais desesperadamente inutilizável dos nossos anos". - Disse Teillard de Chardin.

Ao longo da história do homem no planeta Terra, desde as cavernas, temos visto nossa raça sair de um estado bruto, animal, para lentamente atingir a divindade em nós! Precisamos nos libertar das amarras que nos prendem ao mundo material. Estamos já bastante evoluídos nas tecnologias, mas ainda não sabemos quem mora em nós; esse outro EU que precisa ser compreendido e tratado.
Todos conhecemos fórmulas externas que se nos apresentam para que a transformação se processe. Indiscutível seu valor. Seja o que for que façamos, servirá de amparo ao nosso frágil ego. Podemos rezar, cantar mantras, dançar, cozinhar para Deus, acender velas, fazer cultos, frequentar missas, palestras... Mas conhecemos muitas pessoas que mesmo praticando todos esses rituais, comprovam que a teoria na prática é outra coisa. Mas, o que Deus espera realmente de nós?

Num diálogo com Deus, Taillard de Chardin fala: "Outrora, carregava-se para vosso Templo as primícias das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que esperais agora, aquela de que tendes misteriosamente necessidade cada dia, para aplacar vossa fome, para acalmar vossa sede, não é nada menos do que o crescimento do mundo impelido pelo devir universal".
Hoje temos instrumentos suficientes para compreender as leis que regem o universo. Quem se interessa por isso? E quando alguém vai à mídia falar sobre o extra natural... Escândalo! Logo é taxado de louco.

Afinal, o que queremos? O que esperamos da vida? O que nos traz paz? Qual o propósito da existência humana neste planeta finito? O que estamos fazendo com as informações que nos trazem os cientistas de que a Terra está se esgotando?
Bem, não podemos mudar o outro, portanto não podemos mudar o mundo. Mas podemos e devemos mudar a nós mesmos. Podemos e devemos observar o tanto que fazemos errado nas pequenas coisas do nosso cotidiano conturbado. Se cada um cuidar de si, o mundo se transforma. Não podemos esperar que o mundo mude para fazer aquilo que sabemos ser o correto. Temos que nos mudar agora! Fazer cada um por si, sem desculpas. Como posso exigir um mundo bom, se não faço aquilo que tenho que fazer por mim mesmo? Então, pare de reclamar e... Mãos à obra.
Tire os pés do chão, MUDE!

Em questões energéticas, mentais e espirituais, lidamos com hipóteses. Já abri mão de confiar apenas no que é comprovado pela ciência material. A ciência tem limites. Seus limites são a matéria em três dimensões. Ora, há mais de 100 anos temos o legado de Einstein e de Freud que, juntos, nos dizem de algo além da matéria visível: O tempo é relativo, o pensamento propaga em ondas e nossa mente não é nosso cérebro.
A mente não pode ser medida com nenhum instrumento científico e, no entanto, pensamos. O que há além do corpo? A mente, claro! Mas ela não pode ser vista! Podemos fazer tomografias computadorizadas, as mais avançadas, que não vamos encontrar os pensamentos. Mas eles não só existem como também determinam nossa qualidade de vida.

E agora, o que se faz? Descartamos tudo por não ser possível comprovar? Ou aprendemos a lidar com hipóteses e esperar que o universo nos dê respostas através de nossa percepção e intuição, que certamente irá se abrindo à medida que nos abrimos para as hipóteses?

"Temos apenas que crer. Em seguida, pouco a pouco, veremos o horror universal descontrair-se e sorrir para nós". Teillard de Chardin.

domingo, 14 de julho de 2013

MULHERES FABULOSAS DO BRASIL - PAGU


PAGU



“Pagu. Cabelos compridos, maquiagem forte nos olhos, lábios vermelhos e um olhar desafiador. Linda, inteligente e versátil”. Esta era a legenda da foto que imortalizou a artista Patrícia Galvão na edição de junho de 1929 da revista modernista Para Todos, na qual colaborava.

O apelido pelo qual ficou conhecida foi inventado pelo poeta Raul Bopp (1898-1984). Conta o biógrafo da autora, Augusto dos Santos, que a ideia nasceu de um equívoco. Bopp a aconselhou a usar um pseudônimo literário formado pelas duas primeiras letras do nome e as duas primeiras do sobrenome. Mas o poeta achava que seu sobrenome era Goulart, por isso propôs Pagu. E “pegou”.

Ela chegou a recorrer a outros pseudônimos para representar os momentos que vivia. Na infância era chamada de Zaza, assinou os primeiros poemas como Patsi, adotou o nome de Mara Lobo ao lançar seu romance Parque industrial (1933) e de Ariel em seus artigos no jornal A Noite.

A versatilidade não estava apenas nas assinaturas, mas também nas atividades que desenvolvia. Apesar de ter vivido só 52 anos (1910-1962), foi jornalista, crítica literária, escritora modernista íntima de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, militante comunista presa e torturada durante a ditadura do Estado Novo, diretora de teatro e mãe.

Pagu nasceu no interior de São Paulo, em São João de Boa Vista, na divisa com Minas Gerais, mas cresceu na capital paulista. Foi na metrópole que escandalizou os vizinhos com suas saias curtas e boca pintada de vermelho num tempo em que a regra para as moças de boa família era casar-se bem e ser uma boa esposa, mãe e dona de casa. Nas artes, sua extrema versatilidade e sua rebeldia resultaram em cartas, artigos, poesias – novos experimentos que podiam ser vistos já no final da década de 1920 na Revista de Antropofagia.  

Inovadora e libertária também na conduta pessoal, engravidou de Oswald de Andrade em 1929, quando ele ainda estava casado com Tarsila do Amaral. Seu envolvimento com um dos principais líderes do modernismo ficou marcado nos versos “se o lar de Tarsila vacila/ é pelo angu da Pagu”, escritos pelo próprio Oswald. No mesmo ano ela se casou com o pintor Waldemar Belisário para salvar as aparências, mas meses depois o matrimônio foi anulado. No dia 5 de janeiro de 1930, Pagu e Oswald firmaram um compromisso verbal de casamento no Cemitério da Consolação. Ao nascer, o bebê do casal ganhou o nome de Rudá (falecido em janeiro deste ano).

Juntos, Pagu e Oswald lançaram em São Paulo o jornal "O Homem do Povo", que após oito números foi fechado pela polícia e empastelado pelos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Coerente com suas heroínas proletárias, ela se filiou ao Partido Comunista Brasileiro, atuou na imprensa ligada ao “Partidão” e foi morar numa vila operária. Anos depois, criticou a rigidez e o sectarismo da “proletarização” a que foi submetida, mas com emoção lembrou-se da dedicação e do companheirismo que testemunhou nos encontros do partido: “Do que pude ouvir na conferência, das discussões a que assisti, das resoluções políticas adotadas, achei magnífico, perfeito, lógico, justo. Vendo as figuras encovadas, sorridentes, amarelas dos companheiros que se despediam como irmãos, senti um bem-estar envolvente. Minha alegria se penetrava de uma fé absoluta. E a minha convicção era inexpugnável. O proletariado brasileiro guiado por uma vanguarda daquela têmpera se libertaria, seria vitorioso, dentro de pouco tempo”, contou Pagu ao aderir ao Partido Comunista Brasileiro, em 1931, na carta que escreveu ao seu marido Geraldo Ferraz e que foi publicada na biografia lançada por seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz.

A publicação do Livro Parque industrial, em 1933, fez dela, mais uma vez, alvo de críticas. Por ser considerada planfletária, a obra inaugurou uma literatura política militante que passou a ser mais valorizada recentemente. O texto é inovador pelo seu estilo “cinematográfico”. “Poderia ser lido hoje como se fosse o roteiro de um vídeo”, explica a antropóloga Mariza Corrêa.

A obra denuncia a dupla moral sexual, que exigia castidade e virgindade das mulheres, ao mesmo tempo em que estimulava a liberdade sexual para os homens da época e o uso que os “filhinhos de papai” faziam das operárias pobres. Em poucas linhas, Pagu descreveu a incursão dos “riquinhos” no bairro operário do Brás, aproveitando os festejos do carnaval: “Todas as meninas bonitas estão sendo bolinadas. Os irmãozinhos seguram as velas a troco de balas. A burguesia procura no Brás carne fresca e nova. O Carnaval continua. Abafa e engana a revolta dos explorados”.

Assim como na vida de Pagu, a questão da defesa da mulher, principalmente da mulher pobre, está presente em "Parque industrial". Na ficção, a operária Corina é seduzida e enganada pelo burguês Alfredo, mesmo com os alertas de Otávia (o alter ego de Pagu): “Ele nunca casará com você. Ele não terá a coragem de procurar uma esposa fora de sua classe. O que ele faz é só seduzir as pequenas como você, que desconhecem o abismo que nos separa dele”.

Na vida real, Pagu iniciava naquela época um período turbulento, dedicado ao comunismo. Mesmo com um filho pequeno em casa, saiu viajando pelo mundo como correspondente de jornais do Rio e de São Paulo. Visitou a China e em seguida a União Soviética, onde se decepcionou com a situação interna. Percebeu que em Moscou o turismo comunista permanecia em hotéis de luxo, enquanto nas ruas as crianças morriam de fome.

Na escala seguinte de sua viagem, Paris, ela ingressou no Partido Comunista Francês, militando sob a identidade de Leonnie. Foi presa e repatriada para o Brasil. Após o retorno, separou-se definitivamente de Oswald de Andrade. Em 1935, após participar da Levante Comunista, Pagu foi detida, torturada e condenada a dois anos de prisão. Em 1938, voltou a ser presa e foi condenada a mais dois anos.

O longo período que passou na cadeia fez com que sofresse uma grande transformação, dando lugar a mais uma de suas facetas. Já havia desaparecido a linda jovem, musa modernista, que causava escândalo nos moralistas e enfrentava, desbocada, as agressões verbais. A militante política foi abandonada e entrou em cena a mulher com uma permanente sombra nos olhos e um sorriso amargo no canto da boca, rompida definitivamente com o Partido Comunista e casada com o jornalista Geraldo Ferraz, com quem teve, em 1941, o filho Geraldo Galvão Ferraz.    

O jornalismo passou a ser sua principal atividade profissional, tornando-se crítica literária e trabalhando na Vanguarda Socialista. Seu segundo romance, A famosa revista, publicado em 1945, denunciou os desmandos do Partido Comunista. A aproximação com as atividades teatrais ocorreu em 1952, quando começou a frequentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo, sob a direção de Alfredo de Mesquita. Nos anos seguintes, aprofundou seus laços com o teatro e o jornalismo, liderando a construção do Teatro Municipal de Santos, formando grupos cênicos amadores e fundando a Associação dos Jornalistas Profissionais de Santos. Traduziu e divulgou a obra de autores pouco conhecidos no Brasil, como o modernista suíço Blaise Cendrars e o dramaturgo espanhol radicado na França Fernando Arrabal, e trabalhou incessantemente até ser acometida por um câncer.

Morreu no dia 16 de dezembro de 1962. A Tribuna publicou seu obituário, escrito por Geraldo Ferraz. No texto “Patrícia Galvão, militante do ideal”, o companheiro traçou sua trajetória e lembrou que “em agosto de 1931, aqui em Santos, num comício do Partido na Praça da República, é ela, à frente, quem levanta do chão, ensanguentada, a cabeça do estivador Herculano de Souza, que expira em seu colo. É, nesse momento, a primeira mulher a ser presa no Brasil, na luta revolucionária e ideológica”.

A morte prematura de Pagu – dois anos antes do golpe militar de 1964 e a seis anos das manifestações de maio de 1968 – fez a luta pelos direitos das mulheres perder um reforço de peso e impediu o Brasil de contar com uma militante experiente durante o combate à ditadura. Mas seu exemplo pode ter servido para outras mulheres que se engajaram na defesa da liberdade nos anos seguintes. Algumas foram presas e torturadas como Pagu. Mas, tal como ela, a maioria seguiu lutando por seus ideais.

Maria Lygia Quartim de Moraes é professora da Universidade Estadual de Campinas e autora de “A solidão de Pagu”, publicado em As esquerdas no Brasil – Nacionalismo e reformismo radical (1945-1964), volume 2, de Jorge Ferreira e Daniel Aarão Reis (org.) (Civilização Brasileira, 2007).


Saiba Mais - Bibliografia

CAMPOS, Augusto de. Pagu – Vida e obra. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982.
CORRÊA, Mariza. “A propósito de Pagu” In: Cadernos Pagu. pp 7-17.
FURLANI, Lucia M. Teixeira. Pagu – Patrícia Galvão. Santos: Editora Unisanta, 4ª ed., 1999.
GALVÃO, Patrícia. Paixão Pagu – Uma biografia precoce de Patrícia Galvão, organizado por Geraldo Galvão Ferraz. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
___. Parque industrial. Porto Alegre e São Paulo: EDUFScar, 1994.
 ZATS, Lia. Pagu. São Paulo: Instituto Callis, 2005.

Saiba Mais - Filme
“Pagu”, de Rudá de Andrade, 2001.

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - LIVRAI-NOS DE TODO O MAL, AMÉM



LIVRAI-NOS DE TODO O MAL, AMÉM

Por Iara de Oliveira Rocha


Uma vez eu disse a minha filha, quando tentamos e fazemos tudo
o que podemos e assim mesmo não conseguimos nossos objetivos,
agradeça é nosso Anjo da Guarda nos livrando de algo ruim.
Vivemos tão atarantados, corremos tanto, fazemos as coisas tão
automaticamente que não nos damos conta das pequenas coisas,
dos pequenos milagres que testemunhamos diariamente.
Ao rezarmos pedimos proteção, auxílio, intercessão em nossas
vidas e na maioria das vezes nos revoltamos quando a intercessão
que julgávamos ideal não acontece. Nosso problema é falta de fé.
Exatamente isto FALTA DE FÉ, pedimos a Deus, ao Universo,
aos Anjos, Santos e Orixás, mas queremos aquilo que julgamos
ser melhor. Nem sempre aquilo nos trará bons resultados e estas
forças que nos acompanham e nos auxiliam as vezes estão nos
livrando de uma grande roubada. Se confiássemos verdadeiramente
saberíamos receber os resultados de maneira calma, tranquila, serena.
Quantas vezes assistimos nos noticiários em grandes acidentes por
exemplos pessoas que foram salvas por terem se atrasado no trânsito;
por que se levantaram indispostas e mal da saúde; porque o carro
cismou de não dar a partida e estes acontecimentos inicialmente
ruins fora a diferença entre a vida e a morte. Estou dando um exemplo
mais radical para evidenciar o fato; a questão é que existem inúmeros
acontecimentos menores, que as vezes nos passam desapercebidos.
Nós temos o hábito de rezar automaticamente e também não prestamos
atenção do que dizemos na prece. O final do Pai Nosso é Livra-nos
do mal, Amém; e via de regra Deus nos atende.
Quantas vezes vemos as pessoas rezando para obter algo específico,
e não sabem se aquilo mais para frente seria um transtorno. É óbvio
que resiliência (Capacidade frente a adversidade, adaptação e evolução
positiva diante de um fato) não significa ficar deitado em berço esplêndido.
É lógico que devemos estabelecer metas, termos sonhos e lutarmos
por isto. O que digo é o seguinte, você quer algo ou uma situação
deseja isto, devota tempo e energia em prol de que aquilo aconteça,
faz sua parte para conseguir os resultados, mas mesmo assim estes
planos não dão certo; ao invés de ficar lamentando, amaldiçoando, xingando;
Eleve seu pensamento e diga estou muito grata tudo que tiver de ser meu
me vem pela lei da atração na mais divina ordem. Aliás este é um decreto,
forma pensamento quase mântrico usado por diversas vertentes espiritualistas
e de gnose extremamente positivo. Toda vez que mentalizar algo ou
alguma situação que deseje termine o processo com esta frase "TUDO QUE
TIVER DE SER MEU ME VEM PELA LEI DA ATRAÇÃO NA MAIS
DIVINA ORDEM" Ora se vier divinamente será sempre perfeito, sem falhas,
e para seu bem.
Então meus amigos não se esqueçam nem sempre aquilo que você achava
tão bom que acontecesse seria o melhor para vocês, e se fizeram a sua parte,
tenha certeza que o resultado que vier em resposta será sempre o mais adequado.

Beijos
Iara de Oliveira Rocha.



sábado, 13 de julho de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - NADA EM MIM FOI COVARDE




NADA EM MIM FOI COVARDE.


Por Iara de Oliveira Rocha


Para variar li esta frase hoje, cheguei publica-la no facebook. E como sempre
me levou a fazer uma retrospectiva. Definitivamente tive orgulho de mim mesma.
Desde criancinha nada em mim foi covarde, em absolutamente nenhum 
sentido; e o que é melhor nada foi capaz de me deixar amarga.
Sempre fui uma guerreira, caí,  levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima
em toda situação que vivenciei. Aí fiquei pensando no meu sistema de vida.
É claro que o fato de eu ser quem eu sou sem medo me expôs ao triplo de
situações do que a pessoa que se acovarda e se recolhe. Até as poucas retiradas
que fiz foram estratégias de ataque.
Sempre tive por hábito procurar, caçar e enfrentar as situações. 
Mesmo naquelas situações que a vida as vezes nos coloca, para nosso próprio
aprendizado, encarei de peito aberto. Tenho o hábito de tirar algo positivo de tudo.
Toda situação nos serve, nem que seja só para aprender o que não fazer.
Todas as tarefas de Hércules que tive de enfrentar, enfrentei com a dignidade
de quem combate em favor da Luz. Sim o bom combate.
Sempre encarei, situações, opositores e especialmente a mim mesma de frente,
de cara limpa. Mesmo que eu estivesse machucada, curava as feridas e me 
orgulhava das cicatrizes. 
Me lembrei de que jamais consegui conviver com a sensação de ter algo escondido
que pudesse ser descoberto; este tipo de ansiedade para mim é insuportável. Eu
fazia artes na rua, chegava em casa dizia para minha mãe fiz isto, aquilo e aquilo outro
quer me bater bata logo. Eram os anos 60 e os pais educavam com palmadas. 
Jamais tive medo. Situações novas me geravam ansiedade como em todo mundo,
mas como jamais lidei bem com este sentimento, preferia encarar logo o que quer
que fosse.
Então a gente vai crescendo, eu sempre fui curiosa demais, fui cética demais, então
sempre quis conferir as coisas por mim mesma; o que me levou a diversas situações
difíceis, sempre a mesma atitude. Não abstive de nenhum chamado da vida. Mesmo
que me desse mal tinha sido minha escolha, minha decisão.
E por mais que tenha levado petelecos da vida continuo uma criança de alegre e
feliz, nada me amargura por mais que dez dias. Este foi o prazo que estabeleci para
mim como fase de luto para qualquer coisas que me entristeça, aborreça ou magoe.
Ajuda também que sou explosiva, faço um forrobodó e logo passa, eu viro as costas
e esqueço; detesto ter de ficar batendo sempre na mesma tecla.
Então também me lembrei da frase de uma amiga muito amada:
"Eu não me acho, eu me sei". Definitivamente posso dizer que a criança que eu 
fui teria muito orgulho da mulher que me tornei.

Beijos 

Iara de Oliveira Rocha




sexta-feira, 12 de julho de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - DEDO PODRE X AMORES SEM FUTURO



VOCÊ TEM O DEDO PODRE OU INVESTE EM AMORES SEM FUTURO
Por Iara de Oliveira Rocha

O problema da maioria das mulheres ao meu ver é a imaginação, claro que 
não estou falando da imaginação criativa, estou me referindo a imaginação 
patológica. Aquela que você mal conheceu o cidadão e já acha que é o 
homem perfeito, sua alma gêmea. Já sonha finais de semana perfeitos, 
filhos etc. etc. etc.
E  no começo ninguém se mostrou totalmente, mas suas fichas já estão 
todas apostadas neste relacionamento talhado nos céus..... É claro e 
com grande possibilidade de ser uma cilada. Você teria de tirar o 
pé do acelerador, respirar profundamente, e esperar,  dar tempo para ver. 
Afinal esta pessoa até hoje viveu sem você, em outra família, com outra 
educação e costumes; conheça-o diverta-se sem expectativas. 
Não desista de encontrar alguém mas mantenha o raciocínio no início 
do relacionamento para ser capaz de analisar. As pessoas merecem
chances, todos temos defeitos, ao nos relacionar é óbvio que teremos 
de fazer concessões; o que não é possível é insistirmos em casos que
 não tem futuro algum, e continuarmos colecionando decepções. 
Alguns homens são problema de cara, como por exemplo:

 O COMPROMETIDO -aquele que já possui um relacionamento e jura 
que um dia vai terminar.... já escrevi sobre isto, homem não costuma
 terminar relacionamento, e se quisesse terminar já estaria solteiro.

O CIUMENTO - aquele que controla seus passos, horários, amizades, 
trabalho, roupa tudo, te sufoca e justifica dizendo que é muito amor 
que tem por você. Justificativa chinfrim para controle total, autoritarismo 
e ditadura, chegará um dia que não se reconhecerá mais de tanto que 
você mudou para tentar agrada-lo e não arrumar confusão.

O GALINHA - Simpático, divertido, conhece tudo e todos, joga 
charme indistintamente. Este paquerador profissional fará com que se
 sinta sempre insegura com a estima pessoal em baixa, As atitudes 
dele demonstram que ainda não está preparado para um relacionamento.

O MAL EDUCADO - Não faz o mínimo esforço para agradar ninguém e 
se justifica dizendo que é verdadeiro e sincero, todos tem de aceita-lo com 
ele é e pronto, é dominador você perderá o convívio com os amigos, parentes 
e ainda acabará com medo de sair e aguentar o vexame das grosserias
 do sincero.

O PEGAJOSO - Que lindo este é no começo.... Ligações toda hora, torpedos
 mil, bilhetinhos, tanta atenção, nossa o sonho de toda mulher, até a hora que 
ele começa a passar dos limites, que ele quiser ficar ao seu lado vinte e quatro 
horas por dia, que ele quiser respirar o ar que você respira, até que ele não 
permitir que você pense porque nunca conseguirá mais espaço para si mesma. 
E o que era uma demonstração fofa de amor vira uma tortura grudenta. 
E se separar  deste será realmente um desafio. 
Sem contar a chantagem emocional....

O MEDROSO - É aquele que já teve uma decepção e luta contra os próprios 
sentimentos, mesmo estando apaixonado. Então o sujeito parece bipolar uma 
hora cheio de amor e paixão, no momento seguinte um iceberg.
Este ao invés de uma namorada necessitam de terapia.

O FILHINHO DA MAMÃE - Esses são incapazes de dar um passo sem o 
devido consentimento da mamãe, podem ter dezoito, trinta,  sessenta anos 
são totalmente dependentes de mamãe emocionalmente e as vezes até
financeiramente, e se você conseguir anuência dela com o tempo você 
ocupará o papel de mãe dele.

Pense sempre bem se você está disposta a estes diferentes papeis que 
terá de desempenhar, aquele que não tem sorte profissionalmente e passa 
a maior parte do tempo dependendo de você e de sua grana, se você terá 
a paciência de bancar a mamãe, se aguenta a montanha russa das emoções 
do bipolar, se aguenta a marcação de zagueiro do ciumento, se aguenta ser 
sempre uma das muitas, se quer sempre ser a segunda e nunca ter ninguém 
junto de você nas datas importantes. Veja bem, não inicie uma relação iludida
 pelos hormônios e químicas secretadas pela paixão raciocine friamente sobre 
as atitudes do cara. Lembre-se a boca fala o que quer, são as atitudes que 
provam o contrário. Se apaixone sim, faz bem para o corpo e para a mente 
só não desligue o cérebro por causa disto. Vejo tantas mulheres sofrerem 
com estes problemas, é tanta reclamação, tristeza e mágoas que acompanho. 
A eterna mania de desculpar o indesculpável, de colorir o que está em cinza, 
de sempre florear uma situação comum, de fantasiar o que simplesmente não 
existe, de tapar o sol com a peneira. Meninas se vocês são do tipo que se 
costuma chamar de dedo podre, por favor, seja realista.

Beijokas

Iara de Oliveira Rocha

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - DIFICULDADE DOS HOMENS EM TERMINAR RELACIONAMENTOS




DIFICULDADE DOS HOMENS EM TERMINAR RELACIONAMENTOS

Por Iara de Oliveira Rocha




Mais uma vez conversas dentro da clínica de estética me fez pensar sobre 
o assunto "Homens", nem preciso dizer que este é um assunto 
recorrente entre as mulheres. O assunto também me fez lembrar tantas 
outras conversas, com tantas outras mulheres ao longo de mais de trinta 
anos de profissão.
O fato é que o tempo e a experiência minha e de outras mulheres me 
fazem chegar a algumas conclusões: A maioria absoluta dos homens 
tem dificuldade de romper relacionamentos, normalmente em relacionamentos 
desgastados eles costumam colocar pequenas armadilhas para forçar você
a tomar a decisão que ele não consegue tomar, e para que você fique 
responsável pelo término. 
É óbvio que existem exceções até para confirmar a regra. 
Eles começam a dar cada vez atenção, fazer coisas que não faziam antes e 
que te irritam, qualquer briguinha boba vira uma questão primordial, 
e tantas outras pequenas e constantes atitudes que te forçam a ter 
motivos para terminar, parece música do Tim Maia. "Me dê motivos,
 para ir embora...."

Então você se vê forçada a ter uma D.R. (discutir relacionamento), 
coisa que eles detestam, mas ele continuará forçando a situação 
até que você peça para sair.... Afinal a conta do término terá de
ficar por sua conta. Na verdade este foi o plano dele desde o princípio. 
Existem outros que não querem mais o relacionamento, 
fazem todo este processo e ainda assim não batem a porta atrás de
si, porque vai que ele precise ou queira voltar.... 
Então com meias conversas, meias verdades deixam você com 
um enorme ponto de interrogação e mesmo você terminando eles gostam
 de deixar a possibilidade de voltar caso queiram. 
Tipo vai que o novo sapato que eu encontrar não seja tão confortável 
e eu necessite o velho de novo....Muitas vezes a zona de conforto fala mais
forte, tá morno, tá desgastado, tá sem graça, mas já estou acostumado. 
Então procuram diversão por fora mas ficam no relacionamento 
meia boca por ser confortável lidar com o que conhecem.


Mas o fato é que em 95% dos casos eles não terminam 
um relacionamento. Portanto não espere uma posição definitiva 
de homem algum. Ou você toma a decisão ou aguarde sentada pois de pé
vai cansar.

Outra coisa é o relacionamento com homens casados, 
não critico, nem acho errado. Quem tem o compromisso é ele e não você; 
porém levem em consideração algumas coisas: Ele não irá terminar o 
relacionamento nem por você nem por ninguém. Se ele quisesse 
já estaria separado. Toda história que te contam é papo, é conversa mole.
E além disto homens não terminam relacionamentos. Se ele fez com ela
 fatalmente fará com você. Além de amante você será a psicóloga, 
o bálsamo que fará com que ele fique ainda melhor no casamento. 
Você servirá para harmonizar os dois. Você será o refugio que ele terá
para o tédio, e que assim que se instalar entre vocês  ele encontrará outro
 remédio anti- tédio e continuará mantendo você ao redor dele caso 
ele necessite. Caso ele se separe, foi a mulher quem tomou a decisão; 
e na maioria das vezes a atual amante não será a futura mulher, muitos
dos homens são machistas, possuem mulher para casar e para transar e elas 
não são a mesma pessoa, se você faz o segundo papel não será escolhida 
para o primeiro; depois que o tédio fatalmente se instalar no seu 
relacionamento você será trocada. Se você tendo analisado todos os pontos 
citados achar que é o que você quer, que vale a pena, vá fundo, só não
reclame depois.

Caso você comece perceber que o seu parceiro tá parecendo 
a música do Tim Maia " ....me dê motivos, para ir embora.....", 
que começou a enrolação, prepare-se ele pode estar querendo
que você assuma o papel de romper.

Beijokas 
Iara de Oliveira Rocha





HOMENS MENTIROSOS - TIPOS




HOMENS MENTIROSOS - TIPO


Há um grupo de homens que acreditam que as mulheres não sabem reconhecer quando eles dizem a verdade ou quando estão só enrolando com frases-feitas. Eles são os tipos conquistadores, dispostos a dizer qualquer coisa para "ganhar" uma mulher.

"Faça o curativo antes de se ferir". Quando um conquistador é pego em flagrante e se sente encurralado, usa seu olhar mais convincente e profere a frase que deixa qualquer mulher na dúvida: "eu não mentiria para você, porque eu te amo".Portanto, sejam inteligentes e pensem com o cérebro não coração. Alooowwww!

Pura química - Às vezes os homens prometem o mundo logo no primeiro encontro. Depois de alguns minutos de conversa já dizem que te amam, que estão completamente apaixonados e são capazes de qualquer coisa por você. Tome cuidado porque por detrás de tanta bajulação podem se esconder segundas intenções, terceiras intenções, quartas intenções ou NENHUMA intenção séria com você de fato. Se for perguntar-lhes como conseguem sentir tantas coisas sendo que acabaram de se conhecer, eles responderiam com um "é pura química". Na verdade, é "pura mentira". Na verdade ele quer "uma enzima após outra" sacou???

Quero estabilidade - Essa é outra frase clássica. "Eu não quero mais aventuras, estou cansado disso tudo". Pode ser verdade, pode não ser, tudo depende do contexto. Se ele falar isso enquanto tenta te levar pra cama no primeiro encontro, vá com calma. Muitos conquistadores usam esse tipo de frase para enrolar suas presas e convencê-las de que elas são especiais. Agora se você quiser uma boa transa vá em frente, caso contrário você estará caindo numa mentira...

O teórico - Quando uma pessoa já tem experiência no sexo, é fácil notar. Mesmo assim, há homens que acham que nascemos ontem. Quando percebemos que eles são bons de cama, disfarçam a vivência com a seguinte explicação: "tudo o que eu aprendi sobre sexo foi por relato dos meus amigos" ai você diz: E tudo o que eu aprendi, foi por instinto....ai ele te olha com cara de ?, e você continua....Gato e cachorro já nascem sabendo fazer, assim como o resto dos animais e insetos.

Dizem que por aqui...Essa técnica para levar uma mulher para cama é simples e puramente infantil, na qual o homem é incapaz de falar abertamente que quer fazer sexo com você. Como acredita que você não é muito esperta, enquanto dirige ele fará o comentário "inocente" de "me falaram que por aqui tem um motel". Claro que existe, e ele sabe porque ele mesmo já esteve lá diversas vezes, e por isso mesmo vocês estão passando por lá.

O profeta - Que fique claro que as mulheres gostam de bajulação. Agrada a ideia de que os astros se uniram para que encontrássemos um cara especial. Mas sabemos diferenciar um homem que fala isso de coração e um que só quer nos enganar. A frase "desde a primeira vez que te vi soube que existia algo entre nós" está tão manjada que a essas alturas não tem mais nenhum significado especial. Melhor não falar nada ou pensar em algo mais criativo.

O incontrolável - Nada pior do que um homem insistente. Um homem que, apesar de você já ter avisado que prefere conhecê-lo melhor antes de ter intimidade, sempre se insinua para cima de você em qualquer oportunidade. A razão é sempre a mesma: "não consigo me controlar, você me deixa louco". Ele realmente está tão louco que é incapaz de respeitar as suas decisões?

Já te vi...Essa é talvez a cantada mais furada dos últimos tempos. Mesmo assim ela ainda é muito utilizada em festas e baladas, onde eles chegam perto e falam "nos conhecemos, mas talvez você não se lembre". Um clássico. A verdade é que nunca o viu na vida, mas ele quer te convencer que sim para engatar uma conversa.

O perigoso - Ainda existem homens que em pleno século XXI não se protegem contra o HIV e acham que camisinha é para os tolos. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com essa espécie. Esse grupo de galanteadores é capaz de, no meio da transa, dizer "não se preocupe, sou estéril". Tudo para não usar proteção. E isso pode ser uma mentira muito perigosa.FAÇA SEXO SEGURO - USE CAMISINHA. SER INTELIGENTE, FASHION E MODERNA É USAR.

O que faz aqui? "Você não deve ser daqui".  Você pode responder: Sou da Capadócia. Ele te pergunta onde é, você diz, olha no mapa mundi, e sai. Essa é a versão moderna para a cantada "o que faz uma menina em um lugar como esses?" você pode responder: -"o que faz um menino em um lugar como esses?". Te garanto que ele vai ficar sem rumo...já aconteceu comigo! No final das contas é a mesma coisa, uma frase descartável como essa tem pouca credibilidade, mas mesmo assim há homens que simplesmente não entendem isso. Se não entenderem fale alto como se estivesse pensando: - Acho que vou ter que escrever e no final acrescentar: - Leia até entender.




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quinta-feira, 11 de julho de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - PORQUE AS PESSOAS SE AGARRAM AO QUE NÃO FAZ BEM


PORQUE AS PESSOAS SE AGARRAM AO QUE NÃO FAZ BEM

Por Iara de Oliveira Rocha.

É incrível a sincronicidade do universo, como vocês sabem meu esporte predileto é pensar
.
As circunstâncias, o dia a dia, as conversas que tenho com minhas pacientes sempre me

levam a desfiar pensamentos sobre os relacionamentos e as reações das pessoas. Sempre


fui da área de humanas, portanto tenho enorme afinidade com tais assuntos. Desde ontem


tenho me surpreendido com a sensação de estar cansada de algumas pessoas, A falta de


senso e noção sempre me causam um espanto gigantesco, nem deveria mais me 


surpreender, mas os fatos se somam e se superam. 


Então hoje li um artigo que me fez repensar novamente


os mesmos assuntos. O artigo era o seguinte:


"Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um

 copo d'água. Todos pensaram que ela perguntaria "Meio cheio ou meio vazio?". 

Mas com um sorriso no rosto ela perguntou "Quanto pesa este copo de água?"

As respostas variaram entre 100 e 350g.

Ela respondeu: 


"O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura.


Se eu segurar por um minuto, não tem problema. 

Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. 


Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado.

 Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo 

eu o segurava, mais pesado ele ficava". 

Ela continuou: 


"O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d'água.


 Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre

eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu

 penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz

de fazer qualquer coisa".

Então lembre-se de "largar o copo"..



Nos últimos acontecimentos desta semana, aconteceu de um tudo, sei que o universo

 nos traz as experiência que necessitamos, talvez por esta crença a minha


necessidade de entender o que se passa, Me apareceu gente presunçosa,


 gente que tem dois pesos e duas medidas para o mesmo assunto, mas especialmente


gente que escolhe viver no inferno a soltar algo que ela mesma resolveu não dar 


importância e passar por cima. Porém não larga a raiva, a mágoa, o ressentimento,


o sentimento de inferioridade, vive em competição com os outros que nem se lembram


que ela existe. Tais pessoas vivem num padrão energético tão denso e inferior que


investem sua energia produtiva e criativa para aporrinhar os outros ao invés de se


melhorar e melhorar a vida ao redor. Então continuam chinfrins com uma vidinha de


merda sempre com um olho gigantesco na vida alheia, e sua energia para progredir se


perde num eterno "vudu" contra o outro que está em outra frequência e não é sequer


atingido.


Se você se sente velha, feia, com um corpo ruim, ao invés de gastar seu tempo invejando


o outro se programe, faça caminhadas,  ginástica, procure uma faculdade de medicina


e se inscreva para a cirurgia, vá se melhorar. Se acha que não é culta o suficiente,


aproveite a internet e aumente sua cultura; faça algum curso, progrida.

É feito a história do copo d'água. Larga vá tornar sua vida interessante, 

corra atrás dos seus sonhos. Normalmente a outra pessoa nem sabe que 

você existe. A culpa de sua vida ser uma porcaria é de suas escolhas.

Pare e pense, pense com clareza, esqueça do ressentimento e preste atenção 


em você. Se sentir dificuldade procure um médico, um psicólogo, as faculdades tem 

atendimento gratuito ou de valor irrisório. Certas atitudes só aumentam

 o lado patético da sua vidinha.  

O poder da transformação está em nossas mãos. Somos o capitão de nosso

navio, infle suas velas em direção aos seus sonhos e metas, estabeleça metas para si.


Não culpe ninguém pelas coisas que te aconteceram e te acontecem. Procure pensar


onde foi que errou, assuma sua parcela de culpa; só quando admitimos o problema


somos capazes de nos melhorar e resolver os problemas, e pode ter a certeza que se


 a pessoa que é alvo da sua raiva está bem é porque ela já fez isto.

 A vida terrena é muito curta para vivermos infernados.

 Faça de cada amanhecer uma benção. Agradeça a Deus por 

poder viver e fazer um novo começo. O rio que está passando por baixo

da ponte não é mais o mesmo. Se você represa a água em sua mente, vai estagnar, 


vai apodrecer. Pense por favor todos que estiverem vivendo presos a acontecimentos


passados, você só prejudica a si próprio. A outra pessoa alvo da sua frustração pode


estar tão feliz e alegre, vivendo bem sua vida e não reparando na sua. Portanto cresça


evolua, seja feliz, persiga seus sonhos. Assuma suas escolhas.



Beijão


Iara de Oliveira Rocha