domingo, 4 de agosto de 2013

SENTA QUE LÁ VEM CONVERSA - SOBRE AS CRÍTICAS



SOBRE AS CRÍTICAS

Por Iara de Oliveira Rocha


Sempre fui da opinião que a pessoa que tenta impor seu ponto de vista
a outra pessoa de maneira acirrada é porque ela possui uma enorme,
insegurança a respeito da questão. É como se todo o convencimento
que ela tenta fazer ao outro, empurrando seu conceito pessoal garganta
a baixo da pessoa  como verdade absoluta e indiscutível é simplesmente
por querer convencer a si mesma. Você pode perceber isto claramente,
com os iniciantes convertidos a qualquer coisa. O ex-fumante, o que
troca sua religião (seja qual for a conversão), o que se torna vegetariano....

Muito diferente daquele que está em sua convicção desde de pequeno,
ele não precisa de convencimento, ele já é certo daquilo. Diferente também
daquele que fez sua mudança pelo entendimento calmo e tranquilo de
que a troca é benéfica e a troca não causou desejos escondidos de
retornar ao velho estado das coisas. Quando a pessoa muda ou retira
um padrão de comportamento a força, fica com insegurança, desejos e
não é convicto e fica feito gerente de Deus no mundo tentando forçar os
outros a serem infelizes como ele para justificar porque de tanta tortura.

Então estas pessoas criam um padrão medonho de crítica para o outro,
porque mesmo que inconscientemente se sentem invejosos daqueles que
não se obrigaram a mudar. A vida tem me mostrado que aqueles que
sustentam discursos em defesa da moral que não trazem em si respeito
pelo ser humano e pela escolha que nos foi doada por Deus, estão 
desesperadamente tentando justificar a si próprios. É muito lamentável
especialmente pelas vítimas de suas fúrias; porém o exagero costumam
sempre revelar a parte sombria e oposta em nossa estrutura psicológica

Existe um conto oriental que dois monges um velho e um novo que 
caminhavam por uma estrada ao chegar para atravessar um rio se depararam
com uma jovem linda que lhes pediu ajuda. Como deveriam evitar os
apelos carnais o jovem monge nem resposta deu a moça. O velho monge
coloco-a nos ombros e fez a travessia com a moça deixando-a na outra
margem. Tal atitude deixou o monge jovem muito indignado, porém ele
calou-se diante da indignidade da atitude do monge mais velho. Andaram
horas mas a história não abandonava a cabeça do jovem. Depois de 
muito caminho percorrido ele não aguentando mais a questão, fez uma
severa reprimenda ao velho. Este olhou calmamente o surto furioso do
jovem e respondeu: " Nossa carreguei a jovem de uma margem a outra.
você a está carregando até agora." 

Era óbvio que a escolha do jovem para afastar-se dos apelos carnais
tinha sido imposta e não uma escolha natural, o fato luxuriante estava
preso em seu subconsciente e o velho o obrigou a encarar seus próprios
pontos obscuros.

Caso você esteja tentado a impor seu ponto de vista, suas crenças, e
modo de vida aos outros, pergunte-se porque isto ainda não está 
naturalmente integrado a mim que eu precise convencer aos outros que
é bom. Se eu estivesse certo de seus benefícios meus resultados seriam
mais que suficientes para o convencimento de alguém que estivesse 
pronto. E lembre-se Deus Todo Poderoso concedeu aos homens o 
direito de escolha, quem somos nós para impor-lhes algo. Cada um
ocupa um degrau no estágio de evolução, cada um tem um tempo
para despertar, cada um tem um caminho que o levará a perfeição.

Se quisermos melhorar o mundo, devemos começar por nós mesmos,
e deixar que nossos exemplos e resultados sejam nossos embaixadores
numa causa.

Beijos

Iara de Oliveira Rocha








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